20 de jan de 2013

PEIXES SENTEM DOR

Estudos realizados por cientistas Ingleses, afirmam: sim, os peixes sofrem. 

O sistema nervoso dos peixes

O sistema nervoso dos peixes é complexo e sofisticado. A maioria possui um sentido da visão muito desenvolvido, podendo distinguir cores e comprimentos de onda, desde o infravermelho ao ultravioleta. Contudo, esta capacidade vai diminuindo conforme aumenta a profundidade, em virtude da luz insuficiente. O olfato está também muito desenvolvido em algumas espécies.
Os salmões e outros peixes migradores apresentam o fenômeno “homing”, ou seja, voltam sempre ao rio onde nasceram para se reproduzirem.
Está cientificamente provado que estas espécies “memorizam” o odor da água do rio onde nasceram, para um dia poderem voltar. Em muitas espécies, as papilas gustativas não se limitam à cavidade bucal, estão também em outras partes do corpo. Os ouvidos, além de permitirem a percepção de sons, funcionam também como órgãos do equilíbrio. Os peixes têm sistemas organizados de comunicação entre si. Emitem substâncias de alarme em presença de predadores, induzindo a formação de cardumes para confundir os atacantes, ou permitindo a fuga de outros indivíduos da sua espécie. Na altura da reprodução parece haver também comunicação química. Supõe-se que as hormonas libertadas pelos machos induzam a ovulação das fêmeas. Estes animais desenvolveram também receptores químicos ao longo do seu organismo, que lhes permitem detectar as mudanças de corrente da água e as mais delicadas vibrações, indiciadoras da aproximação de predadores.

Eles sofrem?
Estudos realizados por cientistas Ingleses, afirmam: sim, os peixes sofrem.
Enquanto criaturas do reino animal, dotadas de um sistema nervoso central, os peixes possuem um sistema de dor que é anatômica, fisiológica e biologicamente semelhante ao das aves e outros animais.
Os peixes reagem a sensações de dor e de prazer e, na verdade, partilham até semelhanças com o sistema nervoso dos seres humanos, já que algumas espécies possuem neurotransmissores como as endorfinas, que induzem a sensação de bem-estar e de alívio da dor.
Logicamente, se os seus sistemas nervosos produzem analgésicos naturais, é porque estão pré-determinados para sentirem dor.
Os referidos estudos constatam que a morte por laceração dos tecidos, sangramento e asfixia (que caracterizam a pesca) é extremamente cruel, porque fonte de grande sofrimento para estes animais, não só físico, mas também psicológico.
Ao reagirem à dor, os peixes sentem também estresse emocional e apresentam uma série de espasmos e movimentos de contorção muito semelhantes ao comportamento dos vertebrados superiores, como os mamíferos, em iguais circunstâncias.
E embora inaudíveis para os seres humanos, alguns peixes emitem sons para exprimir a sua agonia, conforme concluem pesquisas conduzidas por várias universidades dos Estados Unidos.
Sabe-se hoje que os peixes são animais inteligentes e que algumas espécies apresentam fenómenos interessantes ao nível da memória, da capacidade de aprendizagem e até da antecipação do sofrimento.
Com efeito, alguns dos estudos feitos constataram que os peixes, não só emitiam uma espécie de grunhido ao serem submetidos a choques elétricos, como grunhiam à simples visão do elétrodo, numa clara antecipação do sofrimento que dessa forma lhes ia ser infligido.

O peixe na alimentação humana

Desde tempos imemoriais os peixes têm sido uma fonte de alimentação para muitas comunidades humanas, para além de símbolo de abundância e equilíbrio dos recursos hídricos. Nas últimas décadas, fruto da escalada das doenças cardiovasculares e de vários tipos de cancro associados a dietas muito ricas em proteína animal e gordura saturada, o peixe tem sido até preferido à carne como fonte de proteína e gordura de melhor qualidade, para além de ácidos gordos essenciais ômega 3. No entanto, o peixe, e crustáceos e moluscos em geral, são também, pelas suas características, propensos a uma rápida deterioração mal são pescados. Para além disso, são particularmente sensíveis a parasitas e a contaminações por toxinas, resíduos de esgotos industriais, derrames de petróleo, contaminação radioactiva proveniente das centrais nucleares, poluição por metais pesados como o mercúrio, chumbo, cobre e cádmio, resíduos de navios abatidos, etc. Se de alguma forma a cozedura pode neutralizar uma pequena parte dos agentes patogénicos (por ex.; os parasitas), há formas de preparação e consumo que se têm popularizado nos últimos anos (como o sushi e o sashimi, especialidades Japonesas em que o peixe é servido cru) e que se têm revelado particularmente perigosas para a saúde pública.

O (des)equilíbrio ambiental

A evolução das condições de vida tem, infelizmente sido acompanhada de fenômenos preocupantes como o aquecimento global do planeta, a poluição e a destruição progressiva dos habitats naturais, para servir os grandes interesses econômicos e as necessidades crescentes do mercado. Como consequência disso, graves desequilíbrios ambientais estão hoje instalados e a biodiversidade ameaçada. Muitas espécies estão à beira da extinção e a vida marinha não é excepção - veja-se o caso do bacalhau, pescado até à exaustão nos mares do Norte, sem que políticas de uma exploração sustentável tenham sido devidamente implementadas.

Que alternativas éticas, ambientais e de saúde?

Por todas estas razões (o sofrimento dos animais, a defesa dos valores ecológicos e a saúde), um número cada vez maior de consumidores opta por não consumir peixe e outros “frutos do mar”, mau grado alguma campanha de desinformação existente sobre as alegadas (e insubstituíveis) virtudes para a saúde do seu consumo. Alimentos como as nozes, o tofu, as sementes de linhaça, as algas, os óleos de soja, linhaça e canola, são igualmente boas fontes de ácidos gordos essenciais ómega 3, devendo haver o cuidado de equilibrar a sua ingestão com a dos ácidos gordos essenciais ómega 6 - facilmente obtidos através de outros frutos secos como as amêndoas, vegetais (abacate, espinafres, ervilhas…), óleo de girassol, milho e azeite. As sementes de cânhamo são dos poucos alimentos que contêm um bom equilíbrio entre Ómega 3 e Ómega 6. Os ácidos gordos essenciais ajudam a reduzir os danos vasculares, os níveis de triglicerídeos, de LDL (o mau colesterol) e do colesterol total, protegem o sistema imunitário, entre outros benefícios.


Fonte: Centro Vegetariano


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Obs: O artigo foi escrito originalmente em Português de Portugal.
Fiz uma revisão e algumas alterações para o português brasileiro, porém pode ter escapado algo.


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