29 de out de 2013

RS : Palestra “Galactolatria: Mau Deleite”, com SôniaT. Felipe

Implicações éticas, ambientais e nutricionais do consumo de leite bovino.

Esta palestra é sobre a natureza do leite bovino, os males e doenças associados ao consumo, o sofrimento animal e a devastação alimentar e ambiental.


Palestrante : Sônia T. Felipe

Sônia T. Felipe é uma doutora em filosofia moral e teoria política pela Universidade de Konstanz, Alemanha, professora da graduação e pós-graduação em filosofia, e do doutorado interdisciplinar em ciências humanas da Universidade Federal de Santa Catarina, orienta dissertações e teses nas áreas de teorias da justiça, ética animal e ética ambiental.
Pesquisadora permanente do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, Membro do Bioethics Institute da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, autora de, Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas, Edufsc, 2007, e, Por uma questão de princípios, Boiteux, 2003.


Data: 8 e 9/11
Horário: Dia 8 das 19 às 22hs | Dia 9 das 9 às 12hs e das 14 às 17h30
Inscrições: gaeriogrande@hotmail.com / (53) 8134-8440 c/ Márcia Chaplin.
Local: Auditório da OAB
Endereço: Av. Silva Paes, 265 – 2º andar – Rio Grande-RS |
Contribuição : R$ 15,00 até 30/10 , após R$ 25,00

Certificados devem ser requeridos.

Evento no Facebook

28 de out de 2013

SP: AUDIÊNCIA PÚBLICA "ALTERNATIVAS AO USO DE ANIMAIS NA EXPERIMENTAÇÃO CIENTÍFICA"

O Deputado Estadual Feliciano Filho (PEN51-SP), coordenador da Frente Parlamentar de Defesa e Direito dos Animais, convocou uma Audiência Pública na ALESP – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para a próxima terça-feira (29), às 19h, a fim de tratar do tema dos testes em animais. Com a presença da 1ª Comissão Permanente Antivivisseccionista do Brasil, especialistas e ativistas da causa animal, serão discutidas alternativas ao uso de animais na experimentação científica.

“É preciso mudar este paradigma, pois os animais não podem se defender, não têm voz e nem a quem recorrer”, explica o Deputado Feliciano.

O evento contará com os palestrantes:

Dr. Thales Tréz - Possui graduação em Ciências Biológicas (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestrado em Ética Aplicada pela Katholieke Universiteit Leuven, Bélgica. É também doutor em Educação Científica e Tecnológica pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT/UFSC).  Autor do livro:  Instrumento animal: o uso prejudicial de animais no ensino superior e coautor do livro: A verdadeira face da experimentação animal.

Dr. Sérgio Greif – Biólogo formado pela UNICAMP, mestre em Alimentos e Nutrição com tese em nutrição vegetariana pela mesma universidade, ativista pelos direitos animais, vegano desde 1998, consultor em diversas ações civis publicas e audiências públicas em defesa dos direitos animais, coautor do livro “A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo” e autor de “Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável”.

Dra. Odete Miranda - Professora da Faculdade de Medicina do ABC – Primeira Faculdade a abolir o uso de animais nos estudos. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Cardiologia.

George Guimarães - Nutricionista dedicado à pesquisa, aconselhamento e consultoria em nutrição vegetariana além de ativista e presidente da ONG VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade) cujas ações vêm ganhando destaque no cenário nacional e internacional.

 Audiência Pública “Alternativas ao uso de Animais em Experimentos Científicos”

DATA: Terça-feira, 29 de outubro de 2013, às 19h

LOCAL: ALESP – Assembleia Legislativa do Estado de SP (Auditório Paulo Kobayashi) – Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Ibirapuera

ENTRADA LIVRE 


Mais informações :  www.felicianofilho.com.br

26 de out de 2013

EUA: PRIMEIRA ESCOLA A ADOTAR CARDÁPIO 100% VEGETARIANO COMEMORA RENDIMENTO DOS ALUNOS


Crianças apresentaram melhor desempenho depois que a escola passou a oferecer refeições mais saudáveis

Enquanto o Congresso Nacional está para aprovar no Brasil um projeto de lei que proíbe as cantinas das escolas de vender bebidas com baixo teor nutricional ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sódio, uma escola pública de Queens, nos Estados Unidos, já colhe os frutos por ter sido a primeira do país a adotar um cardápio 100% vegetariano.

A medida implantada no início de 2013 faz com que as cantinas e o refeitório ofereçam hambúrgeres e cachorros-quentes de tofu, saladas e outros pratos saudáveis para as crianças. O Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável reconheceu a escola por seus esforços em prol de um alimentação saudável para os estudantes.

Só para se ter ideia, quase um terço das crianças nos Estados Unidos encontra-se em risco de desenvolver doenças que poderiam ser evitadas, como diabetes e problemas cardíacos, devido ao excesso de peso ou mesmo já por conta da obesidade.

Mudanças positivas

"Houve muitas mudanças positivas na escola: os alunos mostram mais atenção, energia e um melhor desempenho acadêmico", destacou o diretor do colégio, Bob Groff, ao jornal Daily News. "Acreditamos que os alunos melhoram seus desempenhos quando contam com escolhas alimentares mais saudáveis e são informados sobre elas", acrescentou.

Foto: USDA

Para o diretor da escola, o mais impressionante é que, embora os alunos estejam autorizados a trazer de casa refeições embaladas que contenham carne, um total de 90% escolhe os vegetais ricos em proteínas que integram as refeições do refeitório. "Isso é incrível. Tanto as crianças como os pais merecem grandes elogios, pois muitas escolas desistem das dietas saudáveis quando os jovens fazem queixas", argumentou Groff.

Mas a transformação não ocorreu da noite para o dia. Os funcionários da escola trabalham duro para garantir que as crianças entendam melhor essas escolhas, ou seja, há todo um trabalho de educação. Todos os alunos frequentam aulas de nutrição semanais que têm a saúde como foco.

O EcoD noticiou em julho que os Estados Unidos proibiram os alimentos gordurosos nas máquinas de venda automática das escolas. A ideia partiu do Departamento de Agricultura e as instituições têm até junho de 2014 para se enquadrar as regras estabelecidas.


Fonte:  EcoDesenvolvimento.org

“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek

Médico americano afirma que a pesquisa com animais atrasa o avanço do desenvolvimento de remédios

 

 Há 20 anos, Ray Greek abandonou o consultório para convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. 
Greek é autor de seis livros, nos quais, sem recorrer a argumentos éticos ou morais,  tenta explicar cientificamente como a sua posição se sustenta. 
Em 2003 escreveu Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, ainda não publicado no Brasil) e o mais recente em 2009: FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed (Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos).
Ele garante que sua motivação não é salvar os animais, mas analisar dados científicos. 

Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária.

Veja: O senhor seria cobaia de uma pesquisa que está desenvolvendo algum remédio?

Claro. Se a pesquisa estivesse sendo conduzida eticamente eu seria voluntário. Milhares de pessoas fazem isso todos os dias. Por vezes elas doam tecido para que possamos aprender mais sobre uma doença, em outros momentos ingerem novos remédios para o tratamento de doenças na esperança que a nova droga apresente alguma cura.

Veja: E se o medicamento nunca tivesse sido testado em animais?

A falácia nesse caso é de que devemos testar essas drogas primeiro em animais antes de testá-las em humanos. Testar em animais não nos dá informações sobre o que irá acontecer em humanos. Assim, você pode testar uma droga em um macaco, por exemplo, e talvez ele não sofra nenhum efeito colateral. Depois disso, o remédio é dado a seres humanos que podem morrer por causa dessa droga. Em alguns casos, macacos tomam um remédio que resultam em efeitos colaterais horríveis, mas são inofensivos em seres humanos. O meu argumento é que não interessa o que determinado remédio faz em camundongos, cães ou macacos, ele pode causar reações completamente diferentes em humanos. Então, os teste em animais não possuem valor preditivo. E se eles não têm valor preditivo, cientificamente falando, não faz sentido realizá-los.

Veja: Mas todos os remédios comercializados legalmente foram testados em animais antes de seres humanos. Este não é um caminho seguro?

Definitivamente não. As estatísticas sobre o assunto são diretas. Inclusive, muitos cientistas que experimentam com animais admitiram que eles não têm nenhum valor preditivo para humanos. Outros disseram que o valor preditivo é igual a uma disputa de cara ou coroa. A ciência médica exige um valor que seja de pelo menos 90%.

Veja: Esses remédios legalmente comercializados e que dependeram de pesquisas científicas com animais já salvaram milhões de vidas...

A indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. É uma média. Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos. Então, nesse momento, não temos milhares de remédios que funcionam em todas as pessoas e são seguros. Na verdade, você tem remédios que não funcionam para algumas pessoas e ao mesmo tempo não são seguros para outras.
A grande maioria dos remédios que existe no mercado são cópias de drogas que já existem, por isso já sabemos os efeitos sem precisar testar em animais. Outras drogas que foram descobertas na natureza e já são usadas por muitos anos foram testadas em animais apenas como um adendo. Além disso, muitos remédios que temos hoje foram testados em animais, falharam nos testes, mas as empresas decidiram comercializar assim mesmo e o remédio foi um sucesso. Então, a noção de que os remédios funcionam por causa de testes com animais é uma falácia.

Veja: Se isso fosse verdade os cientistas já teriam abandonado o modelo animal. Por que isso não aconteceu ainda?

Porque o trabalho deles depende disso. Nos Estados Unidos, a maior parte da pesquisa médica é financiada pelo Instituto Nacional de Saúde [NIH, em inglês]. O orçamento do NIH gira em torno de 30 bilhões de dólares por ano. Mais ou menos a metade disso é entregue a pesquisadores que realizam experimentos com animais.
Eles têm centenas de comitês e cada comitê decide para onde vai o dinheiro. Nos últimos 40 anos, 50% desse dinheiro vai, anualmente, para pesquisa com animais. Isso acontece porque as próprias pessoas que decidem para onde o dinheiro vai, os cientistas que formam esses comitês, realizam pesquisas com animais.
O que temos é um sistema muito corrupto que está preocupado em garantir o dinheiro de pesquisadores versus um sistema que está preocupado em encontrar curas para doenças e novos remédios.

Veja: Onde estaria a medicina se não fosse a pesquisa com animais?

No mesmo lugar em que ela está hoje. A maioria das drogas é descoberta utilizando computadores ou por meio da natureza. As drogas não são descobertas utilizando animais. Elas são testadas em animais depois que são descobertas. Essas drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí sim, em seres humanos.
Empresas farmacêuticas já admitiram que essa será a forma de testar remédios no futuro. Algumas empresas já admitiram inúmeras vezes em literatura científica que os animais não são preditivos para humanos. E essas empresas já perderam muito dinheiro porque cancelaram o desenvolvimento de remédios por causa de efeitos adversos em animais e que não necessariamente ocorreriam em seres humanos. Foram bilhões de dólares perdidos ao não desenvolver drogas que poderiam ter dado certo.

Veja: Como as pesquisas deveriam ser conduzidas?

Deveríamos estar fazendo pesquisa baseada em humanos. E com isso eu quero dizer pesquisas baseadas em tecidos e genes humanos. É daí que os grandes avanços da medicina estão vindo. Por exemplo, o Projeto Genoma, que foi concluído há 10 anos, possibilitou que muitos pesquisadores descobrissem o que genes específicos no corpo humano fazem. E agora, existem cerca de 10 drogas que não são receitadas antes que se saiba o perfil genético do paciente.
É assim que a medicina deveria ser praticada. 
Nesse momento, tratamos todos os seres humanos como se fossem idênticos, mas eles não são. Uma droga que poderia me matar pode te ajudar. Desse modo, as diferenças não são grandes apenas entre espécies, mas também entre os humanos.
Então, a única maneira de termos um suprimento seguro e eficiente de remédios é testar as drogas e desenvolvê-las baseados na composição genética de indivíduos humanos.
Para se ter uma ideia, a modelagem animal corresponde a apenas 1% de todos os testes e métodos que existem. Ou seja, ela é um pedaço insignificante do todo.
O estudo dos genes humanos é uma alternativa.
Quando fazemos isso, estamos olhando para grandes populações de pessoas. Por exemplo, você analisa 10.000 pessoas e 100 delas sofreram de ataque cardíaco. A partir daí analisamos as diferenças entre os genes dos dois grupos e é assim que você descobre quais genes estão ligados às doenças do coração. E isso está sendo feito, porém, não o bastante.

Há também a pesquisa in vitro com tecido humano. Virtualmente tudo que sabemos sobre HIV aprendemos estudando tecido de pessoas que tiveram a doença e por meio de autópsias de pacientes. A modelagem computacional de doenças e drogas é outra saída. Se quisermos saber quais efeitos uma droga terá, podemos desenvolvê-la no computador e simular a interação com a célula.

Veja: Mas ainda não temos informações suficientes para simular o corpo humano no computador...

Temos sim. Não temos informações suficientes para criar 100% do corpo humano e isso não vai acontecer nos próximos 100 anos. Mas não precisamos de toda essa informação. O que precisamos é saber como e do que um receptor celular é constituído — isso já sabemos — e a partir daí podemos desenvolver, no computador, remédios baseados nas leis da química que se encaixem nesses receptores. Depois disso, a droga é testada em tecido humano e depois em seres humanos. Antes disso acontecer, contudo, muitos testes são feitos in vitro e em tecidos humanos até chegar em um voluntário humano.

Veja: Um computador não é um sistema vivo completo. Como é possível garantir que essa droga, que nunca foi testada em animais, não será nociva aos seres humanos?

A falácia nesse argumento é que os macacos e camundongos, por exemplo, são seres vivos, mas não são seres humanos intactos. E esse argumento seria muito bom, se ele não fosse tão ruim. Drogas são testadas em macacos e camundongos intactos por quase 100 anos e não há valor preditivo no sentido de dizer quais serão os efeitos da droga no ser humano. O que essas pesquisas têm feito, na verdade, é verificar o que essas drogas causam em macacos e em seres humanos separadamente e não há relação. Por isso, o que dizem é meramente retórico, não há nenhuma base científica.

Veja: O senhor já fez experimentos com animais. O que o fez mudar de ideia?

Meu posicionamento mudou apenas uma década depois que terminei a faculdade de medicina. Minha esposa é veterinária e comecei a notar como tratávamos nossos pacientes de maneira muito diferente. Comecei a notar também que alguns remédios funcionam muito bem em animais, mas não funcionam em humanos e algumas drogas funcionam em humanos, mas não podem ser usadas em cães, mas podem ser usadas em gatos e assim por diante. Não estou dizendo que os animais e os humanos são exatamente opostos, não é isso. Eles têm muito em comum.

Veja: A semelhança genética de 90% entre humanos e camundongos não é suficiente?

Aparentemente não. Porque os dados científicos dizem que não. Não me interessa se somos suficientemente semelhantes aos animais para fazer testes neles ou não. A minha interpretação é científica. E a ciência diz que não somos.
Na minha experiência clínica isso é verdade porque não conseguimos prever nem quais serão os efeitos de um remédio no seu irmão, realizando testes em você.
Algumas drogas que você pode tomar, seu irmão não pode, por exemplo. Contudo, eu não sou contra todo tipo de experimento com animais.
É possível recorrer aos animais para utilização de algumas partes. Por exemplo, podemos utilizar a válvula cardíaca de um porco para substituir a de seres humanos. Além disso, é possível cultivar vírus, insulina, mas isso não é pesquisa.
O fracasso está em utilizar modelos animais para prever o que irá acontecer com um ser humano. Um ótimo exemplo disso é a Aids. Os animais não desenvolvem essa doença, de jeito nenhum. Eles sofrem de doenças parecidas com a Aids, mas por causa de vírus completamente diferentes. E os sintomas são muito diferentes dos manifestados em pacientes aidéticos. Por isso, não há correlação.

Veja: O senhor é contra o eventual sacrifício de animais em pesquisas científicas com o objetivo de salvar milhões de vidas humanas?

Eu não tenho nenhum problema com isso. Meu problema com pesquisa animal não é de cunho ético e sim, científico. É como dizer que estamos em um cruzeiro atravessando o oceano Atlântico e um indivíduo cai na água e está se afogando. Ele precisa é de um salva-vidas mas não temos nenhum, então vamos arremessar 1.000 cães na água. Por que arremessar os cães na água já que eles não vão salvar a vida da pessoa? Você pode construir um argumento ético dizendo que é aceitável afogar esses cães mas o que eu quero dizer é que a pessoa precisa de um salva-vidas e não 1.000 cães afogados. E é exatamente isso que estamos fazendo com a pesquisa animal. Estamos matando cães pelo bem de matar cães. Não porque matá-los irá trazer a cura para doenças como a Aids ou o Alzheimer.


Fonte:  Veja (Publicado em 16/10/2010)

24 de out de 2013

COMISSÃO ANTIVIVISSECÇÃO VAI LUTAR CONTRA A PRÁTICA QUE DIZIMA ANIMAIS EM LABORATÓRIOS E UNIVERSIDADES

Odete Miranda, Sergio Greif, Feliciano Filho, Vania Tuglio, Nina Rosa Jacob e Sonia Fonseca. Fotos: Márcia Yamamoto

Em reunião na Assembleia, foi estimado que cerca de 100 milhões de animais morrem ao ano 

 

Mais de 100 milhões de animais mortos no mundo. Esse é o saldo anual de experimentos científicos com animais, seja em testes laboratoriais para indústrias ou em universidades, que incluem a prática da vivissecção, a qual consiste na experiência com o animal vivo e, na quase totalidades das vezes, sem anestesia. A informação foi veiculada na reunião da Frente Parlamentar de Defesa e Direito dos Animais, realizada na quarta-feira, 19/9, na Assembleia Legislativa, conduzida pelo deputado Feliciano Filho (PEN), com o objetivo de lançar a Comissão Antivivissecção.

Antes do debate, foi exibido o vídeo Não matarás, produzido pelo Instituto Nina Rosa, sobre a vivissecção. O vídeo esclarece que a prática, apesar de arcaica, ainda é utilizada como procedimento padrão em universidades e laboratórios industriais. Animais saudáveis e, muitas vezes, provenientes de centros de zoonoses são cortados, queimados, privados de comida e induzidos a estresse em aulas de veterinária, farmacologia, medicina, biologia e demais cursos ligados a área de biomédicas. O mesmo acontece em testes laboratoriais para indústrias de cosméticos, de produtos automotivos, de materiais de limpeza etc.

O biólogo Sergio Greif lembrou, no vídeo, que o manual de vivissecção ensina como matar os animais, como ratinhos, após o teste: "segurando a cabeça e puxando a cauda para destroncar a coluna" ou, como um professor de Greif preferia, "batendo a cabeça do animal na bancada de estudo". A prática no Brasil é ilegal, uma vez que a lei obriga o emprego de anestesia, o que não é feito na vivissecção.

Infelizmente no nosso país, a vivissecção é aceita por 93% dos alunos, apesar de a prática consumir no Brasil entre quase 300 cães e coelhos ao ano. Na Inglaterra, o procedimento não é utilizado desde 1963 e, nos EUA, 90% das universidades não a usam mais.

O vídeo mostrou ainda o Teste Draize, que é feito mediante a aplicação de corrosivos para baterias automotivas, além de cosméticos nos olhos de coelhos, o que os deixa cegos e num infinito processo inflamatório. Já os cães que permanecem longo tempo em testes têm as cordas vocais arrancadas para não incomodar os pesquisadores com seus latidos de dor.

A professora da USP, Irvênia Prada, destacou que existem métodos alternativos de testes que descartam o uso de animais e que muitos fatos mostram que a tranferência de experimentos de uma espécie para outra não é adequada. Exemplo disso é a talidomida (remédio contra enjôo), que ministrada a grávidas, na década de 60, provocou sequelas (como ausência de membros inferiores ou superiores) nos bebês gerados.

Iniciativa permanente

Feliciano lembrou que a Comissão Antivivissecção tem que ser permanente e não pode ser encarada como um ato político. O deputado disse que as manifestações em defesa dos animais têm avançado e que os Estados de São Paulo - com lei de sua autoria -, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Goiás (em breve) baniram as câmaras de gás para o sacrifício de animais abandonados.

Também participaram do debate Sonia Fonseca, presidente do Fórum Nacional em Defesa dos Animais, Vania Tulio, Nina Rosa e Sergio Greif. Sonia é bióloga e lembrou o sofrimento que teve ao ser obrigada a usar a vivissecção na universidade. "Não sei como pessoas que presumimos serem evoluídas, os cientistas, insistem nessa prática." Nina Rosa, produtora do vídeo, acredita que é preciso abolir a prática que consome muito dinheiro e energia. "Esse custo deveria ser investido na busca de alternativas que permitam a preservação dos animais."

Vania abordou o aspecto jurídico da vivissecção que, segundo ela, é um assunto difícil, pois depende de decisões judiciais que mudam a cada vara de justiça. "O que podemos evitar judicialmente num primeiro momento é a prática para a ciência puramente investigativa, a qual já não se justifica. Na sequência, podemos evitar os experimentos voltados a indústrias de comésticos e de produtos de limpeza. "É a Anvisa que regra esses segmentos e é essa agência que estabelece as formas dos testes", disse Vania, reforçando que a Anvisa muitas vezes exige das indústrias testes seguidos, mesmo já havendo estudos suficientes, os quais poupariam a vida de muitos animais. Quanto às universidades, estas deveriam ser obrigadas a esclarecer os alunos acerca da prerrogativa de recusa que eles têm no que se refere à vivissecção. Vania ainda sugeriu a criação de uma secretaria com status de ministério para a defesa da fauna, uma vez que "o animal não poder continuar a ser visto como objeto, afinal ele tem um valor intrínseco".

Greif, que está no vídeo, participou da mesa de debates destacando que a vivissecção nunca foi necessária, em tempo algum, nem mesmo na antiguidade. "É sabido que não há resposta para tudo na ciência e também que muitas pesquisas sequer precisariam ou precisam serem feitas."



Fonte : Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo


22 de out de 2013

PICOLÉS VEGANOS FRUTTA MESMO

PICOLÉS VEGANOS

Uma ótima dica para quem mora em Brasília!

A Frutta Mesmo oferece picolés naturais, artesanais e 100% veganos*.

São diversos sabores!

Sem gordura. Sem lactose. Sem Glúten!

Além de refrescante é fonte de vitaminas, fibras e sais minerais.

* Exceto a linha ChokoLeite. Porém, ela pode ser feita, sob encomenda, com ingredientes veganos. (Alterações podem ser feitas conforme o gosto do cliente.)

Para mais informações acesse : http://fruttamesmo.blogspot.com.br/


Curta a página no facebook : Frutta Mesmo




19 de out de 2013

ANVISA ENVIA NOTA OFICIAL À IMPRENSA AFIRMANDO VALIDAÇÃO DE TESTES SUBSTITUTIVOS AOS ANIMAIS


A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) enviou agora há pouco uma nota oficial para a imprensa afirmando que devem ser usados métodos substitutivos aos animais nos testes feitos pelos laboratórios. A nota diz ainda que As regras para o uso de animais em pesquisa não são definidas pela Anvisa e não são objeto de fiscalização da Agência. Este tema é tratado na Lei 11.794, Lei Arouca, e pelos comitês de éticas em pesquisa com animais, ligados ao Sistema de Comitês de Ética em Pesquisa.

Leia abaixo a íntegra do comunicado:

A Anvisa firmou há dois anos uma cooperação com o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (Bracvam), ligado ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS-Fiocruz), para que sejam validados métodos alternativos que dispensem o uso de animais.

As regras para o uso de animais em pesquisa não são definidas pela Anvisa e não são objeto de fiscalização da Agência. Este tema é tratado na Lei 11.794, Lei Arouca, e pelos comitês de éticas em pesquisa com animais, ligados ao Sistema de Comitês de Ética em Pesquisa.

No âmbito da Avisa não há exigência expressa para o uso de animais em testes, mas sim da apresentação de dados que comprovem a segurança dos diversos produtos registrados na Agência. Métodos alternativos são aceitos pela Agência desde que sejam capazes de comprovar a segurança do produto.

Lei_11.794-2008

PORTARIA DA PRESIDÊNCIA0001


Fonte :  ANDA


16 de out de 2013

PATÊ DE BERINJELA

                                  Foto: Ormuzd Alves                                                
Ingredientes:

. 3 berinjelas grandes
. 3 colheres (sopa) de vinagre
. 1/4 de xícara (chá) de azeite
. 1 cebola picada
. 3 dentes de alho picados
. 1/2 xícara (chá) de azeitonas picadas
. Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:

1. Descasque e corte as berinjelas em cubos. Coloque de molho na água com o vinagre durante 3 minutos. Escorra e esprema bem.

2. Em uma frigideira grande, aqueça 3 colheres de azeite, doure a cebola e o alho. Ponha a berinjela e refogue durante 2 minutos.

3. No liquidificador, bata o refogado de berinjela, o restante do azeite, a azeitona, o sal e a pimenta.

Sirva com torradas ou pão.

Dica: você pode usar o patê como molho para salada de macarrão.


Preparo: Rápido (até 30 minutos)
Rendimento: 6 porções
Dificuldade: Fácil


Fonte :  MdeMulher

RECIFE : 12º CULTURA VEG - VEGETARIANISMO E SAÚDE


Edição comemorativa de aniversário do Projeto.

Entrada gratuita!

Com Lanche Vegano.

17:00hs - Vegetarianismo e suas motivações: Pelas pessoas. Pelos animais. Pelo planeta.

Bárbara Bastos (PE) - Coordenadora do grupo Recife da SVB - Professora do Deptº de Ciências Administrativas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Doutoranda em Administração pela UFPE.

18:00hs - Vegetarianismo e saúde

Eric Slywitch (SP)- Médico, Mestre em Nutrição (pela UNIFESP / EPM), Especialista em Nutrologia, Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral, Pós-graduado em Nutrição Clínica. Docente dos cursos de especialização (pós-graduação "latu sensu"): GANEP , IPCE, Faculdades CBES. Diretor do Departamento de Medicina e Nutrição da SVB. Autor dos livros: "Alimentação sem Carne - guia prático" e "Virei Vegetariano. E agora?".
Site: www.alimentacaosemcarne.com.br
Facebook: https://www.facebook.com/drericslywitch?fref=ts

Local: Sala de Sessões do TRE-PE - Av. Gov. Agamenon Magalhães, 1.160, Graças, Recife-PE


Página do evento no facebook 

7 de out de 2013

TOFU COM MOLHO DE GENGIBRE

   Foto: Ormuzd Alves

Ingredientes:

. 500 g de tofu de consistência firme
. 1 1/2  xícara de suco de laranja
. 3 colheres (sopa) de molho de soja
. 2 colheres (sopa) de gengibre fresco ralado
. 2 cebolas cortadas ao meio
. 3 colheres (sopa) de azeite
. 4 cenouras
. 1 maço de escarola cortado em tiras finas

Modo de preparo:

Escorra a água do tofu e seque com papel absorvente. Corte em pedaços grandes.
Em um recipiente, misture uma xícara de suco de laranja, o molho de soja e o gengibre ralado.
Coloque o tofu e a cebola na marinada, por no mínimo 20 minutos.
Passe o tofu na farinha de trigo.
Em uma grelha antiaderente, aqueça duas colheres de azeite, doure o tofu e a cebola dos dois lados. Cozinhe a cenoura até ficar bem macia.
Passe no processador de alimentos e misture o restante do suco de laranja.
Em uma frigideira, aqueça o restante do azeite e refogue a escarola.
Sirva com o purê de cenoura, a escarola e a cebola grelhada.


Rendimento: 4 porções
Dificuldade: Fácil


Fonte:  MdeMulher

6 de out de 2013

FOCACCIA DE TOMATE SECO ( VEGANA )

     Foto: Claudio Pinheiro

Ingredientes:

. 1 xícara (chá) de água
. 2 colheres (sopa) de erva-doce
. 2 saquinhos de chá-preto
. 3 envelopes de fermento biológico seco
. 3 xícaras (chá) de farinha de trigo
. 1 colher (sopa) de açúcar
. 1/2 xícara de óleo
. Sal grosso e alecrim a gosto
. 1/2 xícara de tomate seco

Modo de preparo:

1. Numa panela média, ferva a água.
2. Ponha a erva-doce e os saquinhos de chá e apague o fogo.
3. Depois de 5 minutos, coe.
4. No processador, bata rapidamente o fermento, a farinha de trigo e o açúcar.
5. Junte o óleo e a xícara de chá. Bata mais uma vez até a massa se desprender.
6. Leve-a a uma superfície polvilhada com farinha de trigo e amasse-a.
7. Coloque numa tigela e cubra com filme plástico, deixando descansar por 30 minutos.
8. Divida a massa em duas partes e abra cada uma numa forma de pizza de 30 centímetros de diâmetro.
9. Polvilhe com sal grosso e com o alecrim.
10. Leve ao forno e asse em temperatura alta por 40 minutos.
11. Retire e cubra com o tomate seco.


Rendimento: 8 porções
Dificuldade: Fácil


Fonte:  MdeMulher

2 de out de 2013

ATLETA VEGANO VENCE A CORRIDA "O REI DA MONTANHA"


No dia 22 de setembro, a corrida "O Rei da Montanha" foi realizada em Mogi das Cruzes, São Paulo, nas distâncias de 3, 7, 14 e 21km. com percursos de de 3k, 7k, 14k e 21km.
O atleta Daniel Meyer e vários membros da Equipe Multiesportiva Força Vegana estiveram presentes e fizeram bonito fizeram bonito entre os mais de 1.100 participantes.
Com destaque para a vitória de Daniel Meyer e a 4ª colocação geral de Jhonatan Carvalho nos 21km.

Ainda subiram no pódio, Fabiana Servilha, 1ª colocada na categoria 30 a 39 anos e Diego Brandão, também 1º colocado na categoria 13 a 29 anos.

Para comemorar o grande resultado da Força Vegana, no dia seguinte (23), Daniel e Jhonatan ainda tiveram forças para subir o Pico do Paraná (ponto mais alto do sul do Brasil) com seus 1.877m, o Pico Itapiroca 1.805m e o Caratuva 1.850m o mais rápido possível. E como se não bastasse, na terça feira (24) os dois veganos decidiram subir o Conjunto Marumbi até o Pico Olimpo com seus 1.539m de altitude, uma das trilhas em montanha mais difíceis de todo o Brasil, localizado no município de Morretes, também no Paraná.

“No fim, consegui subir o Marumbi (pico Olimpo) em 1h04’10”. Apesar do cansaço extunante durante toda a subida, minha alegria era imensa. Eu estava realizado. E quando cheguei ao cume, não existia mais tempo, não existia mais dor, não existia mais eu e a montanha, éramos um. E naquele momento, meu corpo, como uma extensão da terra que se agiganta em direção ao céu, era o ponto mais alto da montanha.”, disse o campeão.





Daniel Meyer é um atleta multiesportivo, triatleta, corredor de montanha, ultramaratonista e vegano há mais de 7 anos.
Idealizador da EQUIPE MULTIESPORTIVA FORÇA VEGANA junto de mais dois amigos, seu trabalho consiste em promover o movimento vegano através de esportes de altíssima exigência física e mental, mostrando as pessoas de forma contundente que os alimentos de origem animal são completamente dispensáveis à saúde humana, bastando apenas, uma dieta estritamente vegetariana para se alcançar os melhores índices de desempenho esportivo.

Apoie um campeão vegano :
http://vista-se.com.br/daniel/


Fonte :  Vista-se

CONFERÊNCIA "BIOÉTICA E DIREITO ANIMAL" COM SÔNIA T. FELIPE


Sexta, 18 de outubro às 21:00

Sônia T. Felipe (UFSC), doutora em Teoria Política e Filosofia Moral, pós-doutorado em Bioética-Ética Animal, participa da 5ª JIOP e 1º CONAELE (5ª Jornada Interartes Outras Palavras e 1º Congresso Nacional de Educação Ambiental, Literatura e Ecocrítica). A professora apresentará a conferência “Bioética e Direito Animal” no dia 18 de outubro às 21h no auditório do bloco F-67 da UEM (Universidade Estadual de Maringá).

A entrada é franca!
Convite é aberto a todos, ou seja, não é preciso estar inscrito na 5ª JIOP / 1º CONAELE para assistir à conferência (mas esses não receberão certificado).

O evento (conferência) conta com o apoio do grupo GAIA (Grupo de Atividades Interdisciplinares sobre Animais), que é aberto à comunidade externa da universidade.

Conferência da profª Sônia na programação da 5ª JIOP / 1º CONAELE: http://conaele2013.blogspot.com.br/search/label/PROGRAMAÇÃO

Mais da palestrante AQUI

Local : Universidade Estadual de Maringá - UEM
Av. Colombo, 5.790 Jd. Universitário, 87020-900 Maringá

Evento no facebook

1 de out de 2013

COMPOTA DE MANGA COM CANELA ( VEGANA )

                                                                    Foto: Mauro Holanda

Sobremesa deliciosa e super fácil de fazer.
E o melhor de tudo.... vegana!

Ingredientes:

. 4 mangas
. 2 xícaras (chá) de açúcar
. 1 xícara (chá) de água
. 1 pau de canela
. canela em pó para polvilhar

Modo de preparo:

Misture o açúcar e a água e leve ao fogo baixo até formar uma calda em ponto de fio fino.
Enquanto isso, descasque as mangas e corte-as em fatias finas.
Quando a calda estiver no ponto, junte os caroços e as mangas fatiadas, o pau de canela e cozinhe em fogo baixo por 20 minutos.
Retire os caroços e deixe esfriar.
Sirva polvilhado com canela em pó.

Preparo: Médio (de 30 a 45 minutos)
Rendimento: 6 porções


Fonte:  MdeMulher

RJ: ECADIA 2013 - ENCONTRO CARIOCA DE DIREITO DOS ANIMAIS


No dia 16 de outrubro (2013), às 9:30h, acontece a 5ª edição do Encontro Carioca de Direito dos Animais, que ocorre anualmente no mês de outubro e é organizado pelo Centro de Direito dos Animais e Ecologia Profunda (http://www.animaisecologia.com.br/).

Esse ano o debate será feito com a Professora Ana Paula Perrota [IFCS/UFRJ] e o tema será: "(Re)invenções da natureza: contribuições antropológicas sobre o direito dos animais".

O evento é gratuito!

Local : Auditório Haroldo Valladão (3º andar) da Faculdade de Direito da UFRJ.
Rua Moncorvo Filho, nº 8, Centro - Rio de Janeiro

Para mais informações acesse a página do Evento no Facebook