31 de ago de 2012

ENTREVISTA COM O ONCOLOGISTA E EX-MINISTRO DA SAÚDE ITALIANO, UMBERTO VERONESI.


''Comer carne faz mal para o ser humano e para o ecossistema''.

O professor Umberto Veronesi, 87 anos, oncologista, ex-ministro da Saúde italiano, é vegetariano desde quando era jovem, "desde que eu pude escolher o que comer". Ao saber do estudo sueco, que pede que o mundo abandone as proteínas derivadas da carne, ele tem uma reação de contentamento. "Muito bom", diz ele.

A reportagem é de Corrado Zunino, publicada no jornal La Repubblica, 28-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Por que muito bom, professor?

Porque o consumo de carne é nocivo para a saúde humana e para a saúde do mundo.

Explique.

Se quisermos manter o equilíbrio do nosso planeta, devemos mudar os hábitos alimentares. Leonardo da Vinci e Albert Einstein haviam entendido isso um pouco antes de mim. Os povos que hoje não comem carne, com o crescimento econômico, vão querer se alinhar à cultura ocidental. Se chineses, indianos e brasileiros começassem a se alimentar nos nossos níveis, o consumo global de carne passaria de 220 milhões de toneladas para 460 milhões. Precisamos de um número de animais de pasto superior ao de seres humanos, insustentável para o ecossistema. Desses 900 milhões de homens e mulheres desnutridos, lembremo-nos, 158 milhões são crianças. Não é justo desequilibrar assim o mundo para satisfazer um bilhão de carnívoros em excesso.

Os obesos da Europa e da América do Norte.

No Ocidente, já são evidentes todas as doenças do excesso de comida: obesidade, problemas cardiovasculares, diabetes. Na Itália, 52 mil pessoas morrem por ano de causas relacionadas ao excesso de alimentos.

O consumo de carne é correlato ao aumento de tumores?

São as estatísticas que dizem: onde se consume mais carne há mais casos de câncer de intestino, mas a questão central é ética, de sustentabilidade ambiental e humana. Não podemos mais usar metade dos cereais e três quartos da soja produzidos no mundo para sustentar o crescimento dos animais de pasto enquanto uma parte da humanidade morre de fome.

Professor, pode-se viver e crescer sem comer carne?

É claro. Na natureza há tudo do que se precisa.

Vale a todos, mesmo para os adolescentes?

O touro é o animal mais proteico que existe e é herbívoro. Eu não acho que os seus músculos sintam o efeito disso. A carne não é necessária. Na Índia, onde não se come por motivos religiosos, as crianças crescem bem e têm quocientes de inteligência altíssimos.

Portanto?

É preciso incentivar no Ocidente uma redução do consumo de carne e incentivar para que, no Segundo e no Terceiro Mundos, não se assimile o nosso modelo. A cadeia da carne é cara: são necessários 15 mil litros de água para produzir um quilo, e as criações bovinas produzem 18% das emissões de dióxido de carbono. Tiremos a carne da mesa ao menos uma vez por semana e salvaremos o mundo.


Fonte:  IHU   

30 de ago de 2012

LANÇAMENTO DO FILME 'PORCO AMOR'

Gala Mídia Produtora e Projeto Pro-Animal lançarão filme educativo.

No dia 30 de setembro de 2012 (domingo) acontecerá o lançamento e exibição do filme “Porco Amor”, idealizado e dirigido por Ursula Strauch, fundadora do Projeto Pro-Animal de São Leopoldo (RS) e produzido pela Gala Mídia. O evento, com entrada franca, terá início às 19h na Câmara de Vereadores de São Leopoldo (Rua Independência e

m frente a Praça do Imigrante).

Sinopse:
O curta (30 min) conta a história de Francisca, uma menina da cidade que sonha em ter um animal de estimação. Seus pais a levam para a fazenda de seu tio onde ganha de presente um porquinho e inicia uma jornada para livrá-lo de seu destino.


Fonte: Blog Pro Animal

29 de ago de 2012

FALTA DE ÁGUA PODE TORNAR O MUNDO VEGETARIANO.


Segundo novo estudo, mudança radical de hábitos será necessária para garantir a segurança alimentar da população mundial, que deverá chegar a 9 bilhões em 2050.
[Exame]

Diariamente, um bilhão de mulheres, homens e crianças vão dormir com fome, enquanto 10 milhões morrem por desnutrição a cada ano. Se ainda hoje o mundo não conseguiu sanar esse mal, que afeta um em cada sete de seus habitantes, como é que vamos alcançar a segurança alimentar para uma população que em 2050 chegará a 9 bilhões de pessoas?

Um novo estudo mostra que a solução para evitar uma catástrofe alimentar passará por uma mudança quase completa de uma dieta a base de carne para uma mais centrada em vegetais. E isso deverá acontecer por um único motivo: a escassez de água. É o que aponta o relatório “Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar”, divulgado ontem na Suécia, por ocasião da Semana Mundial da Água.

A análise mostra que não haverá água suficiente para alcançar a produção esperada em 2050 se seguirmos com a dieta característica dos países ocidentais em que a proteína animal responde por pelo menos 20% das calorias diárias consumidas por um indivíduo.

Na ponta do lápis, de acordo com os cientistas, a adoção de uma dieta vegetariana é atualmente uma opção para aumentar a quantidade de água disponível para produzir mais alimentos e reduzir os riscos de desabastecimento em um mundo que sofre com extremos do clima, como a seca histórica que afeta os Estados Unidos. O motivo é que a dieta vegetariana consome de cinco a dez vezes menos água que a de proteína animal – que hoje demanda um terço das terras aráveis do mundo só para o cultivo de colheitas para alimentar os animais.

“A capacidade de um país de produzir alimentos é limitada pela quantidade de água disponível em suas áreas de cultivo”, ressalta um trecho do relatório, que alerta sobre a pressão atual e crescente sobre esse recurso natural usado de forma cada vez mais insustentável. Segundo previsões da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% nos próximos 40 anos para atender à demanda. Isto colocará uma pressão adicional sobre os nossos hídricos, num momento em que precisaremos também alocar mais água para satisfazer a demanda global de energia, que deverá crescer 60% em três décadas, salientam os cientistas.

Estresse hídrico

Um outro estudo divulgado em maio pela consultoria britânica Maplecroft mostrou que o mundo já vive um “estresse hídrico” e que a falta de acesso à água potável vem pesando sobre os países mais pobres ou marcados por histórico de conflitos militares, instabilidades políticas e sociais. Segundo o levantamento, os países do Oriente Médio e África são os mais vulneráveis à falta de água. Nessas regiões, cada gota pode emergir como uma nova fonte de instabilidade.

Em alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, como Kwait e Arábia Saudita, a escassez de água vem se tornando crítica há gerações. Primeiro colocado na lista de 10 países em “risco extremo” de falta d´água, Bahrein, no Golfo Pérsico, usa águas subterrâneas para a prática da horticultura, porém, em quantidade insuficiente para atender toda a população. A deterioração dos lençóis subterrâneos de água já é uma das principais preocupações nacionais.


Fonte: Exame


O cardápio de Ayres Britto, vegetariano há mais de 20 anos

                    Foto: Ailton de Freitas

 Presidente do STF se prepara para abandonar também qualquer alimento de origem animal e se tornar vegano.

BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, não come carne, frango ou peixe há mais de 20 anos.

A mudança nos hábitos alimentares ocorreu repentinamente. Enquanto se balançava numa rede, o ministro teve uma revelação. Veio à sua mente a seguinte frase: “Jamais inflija sofrimento a qualquer ser vivo”. Desde então, não consome mais qualquer tipo de carne. A revelação não tem valor para réus do mensalão e seus eventuais sofrimentos com as condenações.

Veja a reportagem completa no site Globo.com

28 de ago de 2012

Você Quer Fazer História?


 Por duzentos anos, nós lutamos para acabar com as escravidão humana e garantir direitos civis a todos os humanos.
Agora, nós temos mais uma chance de fazer história.

Assista :


24 de ago de 2012

Estudo aponta que comer ovos pode ser tão ruim para o coração quanto fumar














Pesquisadores da Universidade Western, no Canadá, descobriram que comer 3 ovos ou mais por semana pode fazer tão mal para a saúde quanto ser viciado em cigarros.

Eles mediram como estava a obstrução arterial de 1,2 mil homens, com idade média de 61,5 anos, que haviam procurado clínicas de saúde para fazer exames do coração. E pediram a eles para responder um questionário sobre o estilo de vida: u

so de medicamentos, cigarros e consumo de ovos.

Entre os participantes com pouco mais de 40 anos, aqueles que comiam no mínimo 3 ovos por semana apresentavam um aumento significativo no acúmulo de placas de gordura nas artérias, em comparação aos que consumiam 2 ou menos. No geral, 20% dos fãs convictos de ovo, tinham uma saúde arterial tão ruim quanto os mais viciados em nicotina – aqueles que fumam quase um maço por dia.

Essa gordura atrapalha o transporte de sangue pelo corpo e pode resultar em um infarto ou derrame. “Essa tendência em ignorar o colesterol como um fator de risco para doenças cardíacas precisa ser reavaliada, inclusive o consumo de colesterol proveniente das gemas de ovos”, diz a pesquisa.

Fonte: Revista Super Interessante

Leia também : Por trás da dúzia de ovos
http://vista-se.com.br/redesocial/por-tras-da-duzia-de-ovos-na-porta-da-sua-geladeira/

22 de ago de 2012

Investigação realizada pela ONG expõe crueldade e fecha matadouro na Califórnia.

Investigação realizada pela ONG estadounidense Compassion Over Killing expõe crueldade em um matadouro da Califórnia.

USDA ( Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ) fechou o Matadouro após as denúncias de crueldade.

A ONG estadunidense Compassion Over Killing divulgou um vídeo chocante, com imagens de uma câmera escondida, feitas em sua recente investigação na Central Meat Company Vall

ey - um matadouro da Califórnia e principal fornecedor de carne do Programa Nacional de Merenda Escola da USDA e outras iniciativas federais de alimentação.
O vídeo mostra debilitadas vacas leiteiras sendo terrivelmente torturadas e sofrendo mortes dolorosas e prolongadas.
Depois de assistir o terrível vídeo, a USDA fechou as instalações, alegando "notório tratamento desumano do gado."

A maioria dos animais abatidos na Central Valley Meat são as chamadas vacas "gastas", que não são mais rentáveis para a indústria de laticínios.
Várias investigações feitas pela Mercy For Animals em instalações de laticínios em todo o país, incluindo a Dairy Willet, em Nova York, Dairy Conklin, em Ohio, e E6 Cattle Co. no Texas, revelaram violentos abusos de animais desde o momento em que nascem e são arrancados de suas mães, até que, por conta das frequentes gestações e a constante produção de leite, estão extremamente desgastadas fisicamente e então, são vendidas para o matadouro.

A crueldade e a violência são práticas comuns na indústria de laticínios.
Os consumidores podem colaborar para acabar com o sofrimento desnecessário de vacas e outros animais de criação, fazendo escolhas mais saudáveis e compassivas. Substitua os produtos de origem animal por produtos à base de vegetais.

Assista o vídeo : http://youtu.be/ZRS-kzgoRq0

Tradução por Dani Vasques

Fonte: Mfablog.org

Neurocientista admite a existência da consciência em animais.



Neurocientista explica por que pesquisadores se uniram para assinar manifesto que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, como o polvo, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.
[Fonte: Veja]

"Não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low.

O neurocientista canadense Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente. Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.
Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito? 
Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Quais animais têm consciência? 
Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

É possível medir a similaridade entre a consciência de mamíferos e pássaros e a dos seres humanos? Isso foi deixado em aberto pelo manifesto. Não temos uma métrica, dada a natureza da nossa abordagem. Sabemos que há tipos diferentes de consciência. Podemos dizer, contudo, que a habilidade de sentir dor e prazer em mamíferos e seres humanos é muito semelhante.

Que tipo de comportamento animal dá suporte à ideia de que eles têm consciência? 
Quando um cachorro está com medo, sentindo dor, ou feliz em ver seu dono, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos quando demonstramos medo, dor e prazer. Um comportamento muito importante é o autorreconhecimento no espelho. Dentre os animais que conseguem fazer isso, além dos seres humanos, estão os golfinhos, chimpanzés, bonobos, cães e uma espécie de pássaro chamada pica-pica.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? 
Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto?
Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

As conclusões do manifesto tiveram algum impacto sobre o seu comportamento? 

Acho que vou virar vegetariano. É impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento. Será difícil, adoro queijo.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? 

Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.


 Fonte Veja

21 de ago de 2012

VAI UMA ÁRVORE MAL PASSADA AÍ ?


"Nossas florestas estão sendo servidas nas churrascarias e nos pratos do Brasil e do mundo. No lugar de árvores, pastos. E deles é que sai boa parte da carne exportada e praticamente toda a carne distribuída pelo País.

Há muito tempo já ouvimos falar dos sérios problemas ambientais decorrentes do uso incorreto da Amazônia, do Cerrado e de biomas que sofrem extrati

vismo irresponsável. Porém, das duas uma: ou fechamos os olhos, selamos os lábios e tapamos os ouvidos; ou enxergamos, falamos e ouvimos a respeito, mas nos sentimos impotentes e deixamos como está para ver como fica.

Não é fácil mudar o que está nas mãos do poder público, mas é simples fazer novas escolhas.
Você já parou para pensar o quanto é forte e poderoso enquanto consumidor?
Um produto só tem lugar nas prateleiras do supermercado porque tem quem o tire de lá e o leve para casa. Da mesma maneira, a pecuária destrói nossas florestas porque há quem compre carne aos montes. Parece um exagero que, ao preferir os vegetais, você poupe a Amazônia?

Então, considere isso:

- O último levantamento do Projeto TerraClass, em parceria com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), comprova que, a cada pedacinho de bife do almoço, grelhadinho do jantar ou o churrasquinho no fim de semana, mais um pedação da Amazônia desaparece. Dos 719,2 mil quilômetros quadrados (km2) desmatados, 447 mil são de pastos atrás de pastos e atividades pecuárias, números que representam alarmantes 62% de toda a área mapeada.

De 2010 para 2011, segundo dados do sistema de alerta do INPE, divulgado em novembro deste ano, e com vistoria acirrada do Greenpeace, houve aumento de 70% do desmatamento em Mato Grosso.
Estado que, não à toa, possui o maior rebanho bovino do Brasil, confirmado pelo último Censo Agrícola do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
São 28,7 milhões de animais paridos e criados para serem transformados em mercadorias. E tem mais um dado de extrema importância. A CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) acaba de divulgar o levantamento intitulado “Acompanhamento da Safra Brasileira”, no qual mostra que Mato Grosso é duplamente recordista. O estado também aumentou em 330 mil hectares suas áreas destinadas para a plantação de soja. E engana-se quem pensa que sua colheita seja para alimentação humana. Ao menos 80% de toda a produção do grão são para alimentar o gado. E gado estrangeiro também, diga-se de passagem.

Hoje, com a discussão do novo código florestal, é bastante comum que os meios de comunicação abram espaço para informações e debates sobre o desmatamento, mas conte nos dedos quantas vezes você ouviu uma grande emissora de televisão ou de rádio; um portal de notícias renomado; um jornal de grande tiragem ou uma revista semanal de circulação nacional, expor todos os dados citados acima e uni-los como a um quebra-cabeça, para te contar que a solução está no seu prato, está nas suas escolhas, nos seus hábitos e nas suas atitudes.
Ao contrário disso, a banalização do consumo de carne faz parte, inclusive, das novelas e seus banquetes ou churrasquinhos populares e em receitas cada vez mais cruéis em programas diários, com carnes de animais considerados exóticos e até mortos ao vivo. Em consequência, quem recebe este conteúdo se torna ainda mais insensível e com menor senso crítico para discernir se comer animais é certo ou não.
Afinal, seguir o que a maioria faz é sempre muito mais cômodo e a força da publicidade de produtos decorrentes da morte de animais é absurdamente forte e bem feita.
Gastam-se fortunas para manipular a sua mente e te fazer crer que, se você vir a se abster da carne e de produtos de origem animal, será fraco e anêmico. Balela desmentida por pesquisas, médicos, atletas e crianças que crescem saudáveis e absolutamente normais com uma dieta vegana, sem nada de origem animal.

Apesar de o crescimento do vegetarianismo no Brasil e no mundo, e de percebemos maior espaço na mídia para o assunto, é raro que o associem diretamente como um dos grandes trunfos contra os efeitos das mudanças climáticas e os impactos negativos ao meio ambiente. Antes a dieta que era diretamente ligada aos hippies e aos ‘bichos-grilos’, hoje comumente é tida como um estilo de vida para benefícios à saúde, ao bem-estar e, até, como uma opção para perder peso, quando o ideal é que estivesse ligada a quem busca os direitos dos animais e mais harmonia com o planeta.

Contudo, nenhum argumento usado na maioria das campanhas em prol da Amazônia é tão importante quanto um olhar mais crítico sobre a pecuária. Abastecida de informação e consciência, cada pessoa pode fazer a diferença. É só querer."

Paula Schuwenck
Publicitária, escritora e vegana.

Fonte: Europanet

19 de ago de 2012

TORTA DE BANANA, CANELA E CASTANHA DE CAJÚ


INGREDIENTES:

• 12 bananas nanicas bem maduras
• 8 colheres de sopa de castanhas de caju torradas e bem moídas
• 2 colheres de sopa de canela em pó

MODO DE FAZER:

Unte uma forma media e deixe preparada para receber a torta. Amasse grosseiramente meia dúzia de bananas e espalhe no fundo da forma. Polvilhe 1 colher de canela por cima. Espalhe 4 colheres da farinha de castanha de caju por cima destas bananas amassadas.

Amasse as outras seis bananas da mesma forma e faça uma segunda camada. Volte a polvilhar canela e termine cobrindo com a farinha de castanha de caju. Tenha cuidado para a forma não ficar muito cheia. Esta preparação estufa enquanto assa. Logo em seguida ela murcha.

Assar em fogo alto por aproximadamente 40 minutos. Esperar esfriar para desenformar e servir.

DICA :

- Se você usar uma forma refrataria e transparente deve prestar atenção ao momento onde a torta fica bem seca e criando casquinha nas laterais... Este é o ponto!
- Se quiser substituir as castanhas de caju fique a vontade para usar amendoim, castanhas do Pará, amêndoas... qualquer castanha da sua preferência.


Fonte:  Bambu Chuveroso

HOWARD LYMAN - UM EX FAZENDEIRO DE GADO QUE SE TORNOU UM ATIVISTA VEGANO

Howard agora é um ativista pelos direitos dos animais e faz inúmeras ações promovendo o vegetarianismo (e o veganismo) e a agricultura orgânica.

Howard Lyman nasceu em uma família de fazendeiros. Sua fazenda produzia carne e lacticínios e ele ficou por muitos anos envolvido nessa área.

Mas em 1979, Lyman foi diagnosticado com um tumor na coluna.
Diante da possibilidade de paralisia, ele começou a rever muitas coisas em sua vida, e uma delas foi a maneira como tratava os animais.
E então, ele prometeu voltar aos meios não-químicos de agricultura, se ele vencesse o câncer.
Ele sobreviveu a uma operação para remover o tumor e se propôs a transformar sua terra em uma fazenda orgânica.

 
"Vivendo em uma fazenda eu estava cercado por muitos animais. Meu cachorro estava sempre ao meu lado, e tenho certeza de que ele falava a nossa língua.
As vacas e os cavalos, todos tinham nomes, e cada um era uma criatura especial.
Eu aprendi que uma vaca poderia localizar seu filhote entre centenas de outros bezerros, e ela nunca cometia um erro.
Nossos laboriosos cavalos respondiam aos comandos verbais, então não havia dúvidas que eles entendiam nossas palavras, mas não entedíamos muito bem a deles.
Era uma época em que nunca se questionava a necessidade de produtos de origem animal em uma dieta.
O leite era o alimento mais perfeito da natureza, e isso foi acordado por todos, sem reflexões ou comentários.

Hoje, eu olho para trás com pesar, vendo como me tornei parte da indústria voltada unicamente para o lucro, sem se importar em ter um entendimento sobre os outros animais.
Levei anos para entender que somos apenas uma parte do universo e não a parte mais importante dele.
Minha experiência de vida me deu uma melhor compreensão do que está acontecendo, e o enorme erro que é acreditar que exista algo chamado abate "humanitário".
Os animais têm famílias e sentimentos, e é totalmente errado pensar que um pouco mais de 'cuidado' antes de matá-los é a resposta.
Os seres humanos não precisam de produtos de origem animal.
E quando consumimos produtos de origem animal, nós não estamos matando apenas os animais. A longo prazo, nós estamos matando o planeta e a nós mesmos.
Tenho certeza de que vai demorar muitos anos até que a maioria dos seres humanos aprendam, como eu, que ações e não palavras, são as verdadeiras provas da nossa compreensão do significado da palavra 'humano'.
Vivendo como estou agora, inteiramente vegano, me dá uma grande alegria em saber que nenhum animal tem que morrer para que eu possa viver."

-Howard Lyman


Tradução por Dani Vasques

11 de ago de 2012

LIVRO 'O DILEMA DO VEGANO'


 O dilema do vegano - Crônicas, viagens e receitas

Autor : Roberto Julian


 Sinopse :


"O Dilema do Vegano, crônicas, viagens e receitas" é um livro divertido. Nesta rica obra, você vai encontrar histórias da vida de um vegano, algumas tristes e muitas outras vão fazer você sorrir; experiências e muitas informações para quem está em transição para o veganismo; e receitas nutritivas, extremamente deliciosas e simples de preparar, que irão mudar completamente sua rotina na cozinha.







10 de ago de 2012

A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer


Livro 'A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer '

Autora : Astrid Pfeiffer
Editora Alaúde

A Cozinha Vegetariana de Astrid Pfeiffer traz 60 apetitosas receitas veganas para tornar a sua mesa mais leve, saborosa e saudável.

Preparados com ingredientes naturais e integrais, os pratos são rápidos e fáceis de fazer. Se você é vegetariano, tem algum amigo ou parente vegetariano, ou come carne mas quer melhorar a qualidade de sua alimentação, este livro é para você.
Todos os pratos vêm com uma tabela de nutrientes fácil de consultar, nenhuma receita contém lactose, e 80% delas não contêm glúten.

A doutora Astrid Pfeiffer nasceu em São Bento do Sul, em Santa Catarina. É nutricionista e pós-graduanda em nutrição clínica funcional. Especialista em dietas vegetarianas, terapeuta ayurvédica pela Escola Yoga Brahma Vidya e Internacional Academy of Ayurveda e especialista em nutrição aiurvédica pela International Academy of Ayurveda, ambas da Índia, trabalhou no Lapinha Spa, na cidade de Lapa, no Paraná. Atualmente, atende em consultório particular, em São Paulo, e ministra cursos e palestras sobre culinária vegetariana.

7 de ago de 2012

NATALIE PORTMAN CELEBRA CASAMENTO COM CARDÁPIO VEGANO

Com direito a cardápio vegano e flores selvagens, o casamento de Natalie Portman e Benjamin Millepied não foi nada tradicional

 A cerimônia de casamento entre a atriz Natalie Portman e o dançarino Benjamin Millepied no último sábado, refletiu não apenas as orientações religiosas da noiva judia e a identidade francesa do noivo, mas levou em conta também a visão de mundo e as escolhas de vida do casal.

Segundo a revista People, ao invés dos tradicionais arranjos florais, a cerimônia foi ornamentada com flores selvagens indígenas da costa de Big Sur, na Califórnia, onde o casamento foi realizado.

O cardápio do jantar para os cerca de 100 convidados trazia um menu vegano, conforme a dieta da noiva. O casal evitou ainda os tradicionais bolos de casamento, servindo macarons (pequenos confeitos franceses) e, como lembrança aos convidados, distribuíram sementes das flores selvagens que enfeitaram a cerimônia com apenas uma mensagem: ‘Merci’.

Os noivos se conheceram durante as filmagens de "Cisne Negro".


Fonte: Caras

4 de ago de 2012

Médicos americanos propõem a exclusão do leite de origem animal do cardápio escolar.


Médicos americanos propõem a exclusão do leite de origem animal do cardápio escolar.

O Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável (PCRM)* solicitou que o Departamento de Agricultura "coloque os interesses das crianças acima dos interesses da indústria de laticínios."
A petição foi apresentada no dia 19 de Julho e ainda aguarda resposta.

O Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável (PCRM ) apresentou uma petição ao Departamento de Agricultura dos EUA para eliminar o leite animal do cardápio escolar, exigindo que este seja substituído por leite de soja enriquecidos com cálcio ou sucos de frutas.

De acordo com o PCRM, existem pesquisas médicas suficientes para comprovar que o leite não melhora a saúde dos ossos e é a maior fonte de gordura saturada na dieta, gorduras estas que somos orientados a evitar.

Um estudo publicado pela Associação Médica Americana nos Archives of Pediatric & Adolescent Medicine mostrou, este ano, que as crianças selecionadas que consumiram as maiores quantidades de leite, sofreram mais fraturas ósseas do que aquelas que consumiram menos leite. E isto não foi uma surpresa. Estudos anteriores mostram que o consumo leite não melhora a saúde dos ossos ou reduz risco de osteoporose mas, atualmente, cria outros riscos à saúde.

"O leite não faz com que as crianças cresçam mais rápido e mais fortes, mas pode fazer com que elas fiquem acima do peso ideal", disse a diretora de educação nutricional do PCRM, Susan Levin. "Estamos pedindo ao Congresso e ao Departamento de Agricultura (USDA) que coloquem os interesses das crianças acima dos interesses da indústria de laticínios."

O cálcio é um nutriente essencial. Mas as crianças que recebem o cálcio do leite, perdem o beta-caroteno, o ferro e as fibras que estão nos vegetais. As crianças podem conseguir todo o cálcio que necessitam a partir de fontes como: feijão, tofu, brócolis, couve, pães, cereais, e bebidas sem lactose, fortificadas com cálcio, sem nenhum dos malefícios que são associados ao consumo de produtos lácteos.

A petição, apresentada no dia 19 de julho, pede ao Departamento de Agricultura dos EUA que emita um relatório recomendando ao Congresso uma emenda à Lei Nacional de Merendas Escolares, a exclusão do leite de vaca, como um componente necessário, do Programa Nacional de Merenda Escolar.

Um a cada oito americanos é intolerante à lactose. Mais de 1 milhão de crianças norte-americanas são alérgicas ao leite, sendo esta a segunda alergia alimentar mais comum.
O governo federal gasta mais dinheiro em produtos lácteos do que em qualquer outro alimento do programa de merenda escolar.

*O "Comitê de Médicos para uma Medicina Responsável”, é uma organização sem fins lucrativos, sediada em Washington, DC, que promove a dieta estritamente vegetariana, o uso constante da medicina preventiva, o fim das pesquisas científicas com animais, e o uso dos mais elevados padrões de ética e eficácia na investigação. Foi fundada em 1985 pelo psiquiatra Neal D. Barnard da Georgetown University School of Medicine. Hoje são mais de 100 mil médicos associados a ONG e a causa.


Traduzido por Dani Vasques

Fonte: PCRM

1 de ago de 2012

ATLETA DO HOUSTON TEXANS, ARIAN FOSTER, SE TORNA VEGANO.



                       Arian Foster anunciou em seu twitter que decidiu se tornar vegano.

O jogador de futebol americano Arian Foster, running back do Houston Texans, anunciou através de sua conta no Twitter, no início do mês de julho, que decidiu se tornar vegano.


"Agora, oficialmente, vegano. Veremos como será. Uma semana já se passou. Até agora, muito bom. Sensação maravilhosa."

Com bom humor, Foster comentou que todo mundo agora se preocupa com o que ele come.
"Eles não se importavam antes, mas agora se importam. Todo mundo é nutricionista agora, especialistas em proteínas.", disse Foster.
Em seu Twitter, ele, recentemente, publicou : "LOL Não imaginava que eu tinha tantos nutricionistas como seguidores."

Diante das críticas,ele afirma : "Eu não fiz isso cegamente. Eu sei o que eu estou fazendo."

Arian Foster se junta à Tony Gonzales, tight end do Atlanta Falcons e Tony Fiammetta, running back do New England Patriots, outros atletas que também aboliram carne de sua dieta alimentar.


Por Dani Vasques



SORVETES VEGANOS TOFUTTI NO BRASIL


SORVETES VEGANOS TOFUTTI NO BRASIL

A Tofutti, famosa empresa norte-americana que fabrica sorvetes, picolés, sanduíches de sorvete (biscoito com sorvete) e outras guloseimas veganas, chegou ao Brasil.

Produtos de alta qualidade!
Não contém lactose, baixo teor calórico, zero colesterol e zero gordura trans.
Nutritivo e MUITO saboroso!

Quem esteve no III Arraiá Vegano do RJ, e visitou a barraca da Tofutti, com certeza, aprovou!
Eu amei!

Para mais informações sobre a Tofutti e seus produtos (onde encontrar, etc), acesse o site: http://www.tofutti.com.br/

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