18 de jul. de 2010

NO INFERNO, TODOS VESTEM BRANCO

No Inferno, todos vestem branco
Por Denise Terra

Ainda não amanheceu, estamos diante da chuva e do frio do inverno gaúcho à espera do ônibus que irá nos guiar até um dos maiores matadouros do RS. Somos estudantes de medicina veterinária, cursando uma disciplina obrigatória de inspeção de produtos de origem animal. A maioria de nós encontra-se eufórica, à espera dos ‘momentos emocionantes’ do dia. Eu estou em um canto, sendo observada de perto pela professora e o coordenador do curso, que ao saberem que sou vegana e ativista, temem que eu tenha um colapso na linha de matança.

Entramos no ônibus e seguimos viagem. No caminho, a sensação de que as cenas que eu teria que presenciar não seriam diferentes daquelas filmadas clandestinamente em matadouros ao redor do mundo, e ao mesmo tempo o sentimento inequívoco de que estaria prestes a presenciar uma série de crimes considerados ‘necessários’ pela humanidade.

 Chegamos! Ao abrir a porta do ônibus, já somos tomados pelo impregnante odor adocicado da matança das aves que ocorre dentro do estabelecimento. Adentramos o local, após termos vestido roupas brancas especiais, e começamos a visita no sentido contrário ao fluxo produtivo para evitar contaminações no produto final. Trata-se de um corredor estreito, com o pé direito baixo, quase um túnel, que desemboca em uma luz amarela intensa, para repelir insetos. Nossa guia, então, abre a porta e entramos na parte final da produção. Um sistema complexo de esteiras e ganchos, chamados nórias, passam por nossas cabeças, e neles estão fixadas pelas patas as carcaças de frango, que pingam incessantemente uma gordura fétida acrescida da água hiperclorada utilizada em sua higienização.

 Sob as esteiras estão os funcionários que trabalham em pé, diante de uma bancada, na maioria mulheres, que nos olham com curiosidade e espanto. A expressão em seus rostos é de uma tristeza marcante, mesclada pelo cansaço físico dos movimentos repetitivos que têm que executar diariamente. O barulho do local é ensurdecedor e, conforme andamos, o cheiro forte torna- se cada vez mais desagradável. Em cada bancada, os funcionários devem desempenhar uma função, chamadas de linhas de inspeção, que são classificadas por letras do alfabeto. Em cada letra ocorre a retirada padronizada de determinados órgãos. Um grupo de mulheres, muitas sem luvas, trabalham retirando com as mãos, com uma destreza impressionante, a vesícula biliar das carcaças em processo de evisceração. Mais adiante, outra funcionária dedica-se a ‘pescar’ com uma barra de metal as carcaças que caem no chão, para destiná-las à graxaria, onde serão transformadas em produtos não-comestíveis. Durante a passagem das nórias podemos observar que cada uma apresenta uma marcação com uma cor, o que serve para fazer a contagem final dos frangos por produtor e repassar o lucro referente ao dia.

 Uma máquina especial remove toda a carne restante presa nos ossos, que farão parte da liga que irá compor os caros e adorados nuggets. Estamos agora diante dos chillers, equipamentos responsáveis pelo aquecimento seguido de um resfriamento rápido das carcaças, com a finalidade de eliminar contaminantes biológicos da carne. Os chillers nada mais são do que grandes piscinas vermelhas de sangue com partículas de gordura que ficam boiando na superfície, onde os frangos ficam embebidos

 Olho para o chão e tudo o que vejo é sangue e uma quantidade absurda de água que parece verter de todos os lados para a limpeza das carcaças – estima-se que para a limpeza de cada carcaça de frango se gaste em média 35 litros de água! Desvio o olhar para cima e vejo carcaças sangrentas passando por minha cabeça, pois estamos nos aproximando do início do processo, quando começam a surgir aves com cabeças e penas, que são retiradas em uma máquina específica, o que deixa o chão lotado de penas brancas.

 Nossa guia nos avisa que estamos chegando à linha de matança. Há uma diminuição abrupta da luz, onde funcionários trabalham quase no escuro. Os índices de depressão dos funcionários que exercem essa função são extremamente elevados, devido à insalubridade. Trata-se do início do processo de insensibilização. A luz é reduzida com a finalidade de reduzir a atividade e o estresse dos animais, que são extremamente sensíveis a este estímulo. A esteira segue com as aves penduradas na nória pela pata, de cabeça para baixo e agora passam por um túnel, onde sofrem eletronarcose – isto é, são molhadas e eletrocutadas, de modo que isso as atordoe, mas sem causar a morte. As galinhas seguem estáticas pela esteira, onde logo encontram uma serra, que fica presa a uma espécie de roda, e têm suas gargantas cortadas. Nossa guia nos explica que dependendo do tamanho das aves a altura da lâmina deve ser ajustada, para reduzir a margem de erros no corte mecanizado.

 Na sequência, algumas galinhas encontram-se com o pescoço intacto, enquanto outras, mesmo com a traquéia perfurada, começam a se mexer, visivelmente conscientes. Um funcionário tem então como tarefa cortar o máximo de pescoços de galinhas que falharam na serra automática, mas a esteira passa em uma velocidade assustadora, são muitas aves que devem morrer hoje para atender à demanda do mercado, cada vez mais voraz por carne de frango. Não há tempo para cortar o pescoço de todas as intactas, nem de abreviar o sofrimento daquelas que se debatem. As aves seguem para serem escaldadas em água fervendo.

 Fomos levados ao local do recebimento das cargas. Vemos caixas e caixas com mais aves do que espaço interno, em algumas há mais de dez animais. São tantas que muitas estão fora das caixas, respiram ofegantes, com o bico aberto pelo estresse e pelo medo. Elas estão há dez horas em jejum, sendo permitido o abate somente até doze horas após o início do jejum. O trabalho segue em ritmo frenético. Uma colega encontra uma galinha solta e a pega, colocando-a, de forma orgulhosa, em outra caixa que segue na esteira rumo à serra automática, emitindo um comentário de que estava feliz por ter conseguido pegá-la. Descemos as escadas e nos deparamos com o caminhão que as trouxe. Somos instruídos a não passar muito perto, pois poderíamos ser bicados pelas aves apinhadas dentro das caixas. Nos afastamos um pouco e, em poucos momentos, vemos aves soltas em cima do caminhão. Elas tentam voar mas não conseguem, e muitas acabam caindo direto no chão. Um funcionário aparece com um gancho e as junta pelas patas, como se fosse inços em meio a grama. Violentamente, ele junta o máximo de aves que pode pegar com cada mão. As aves estão penduradas apenas por uma das patas. Então, alguém lembra que ele poderia ser mais delicado e pensar no ‘bemestar’ animal, afinal, deste modo, os frangos podem apresentar lesões graves como rupturas e fraturas, o que compromete o retorno financeiro pela carcaça.

 Somos encaminhados para uma espécie de área de descanso dos funcionários, onde esperamos pelo veterinário responsável pelo setor de suínos para nos acompanhar na visita deste setor. Neste momento uma funcionária, escorada por mais duas colegas, passa em estado de choque por nós. Ela estava sangrando muito na mão. Acabou de sofrer um acidente de trabalho. Ela chora muito, a lesão parece grave. Uma colega nossa se manifesta rindo, dizendo que não vai comer o frango que ela estava eviscerando na hora que se machucou! Muitos acham graça e riem. Mais à frente vejo uma placa dizendo ‘Estamos a ZERO dias sem acidentes de trabalho’ e, logo abaixo, ‘Recorde sem acidentes:83 dias’.

 No setor de suínos, passamos pelo mesmo ritual de antissepsia e adentramos outro corredor estreito com luzes amarelas. Meu nariz ainda está impregnado com o cheiro da morte das galinhas e meus ouvidos ainda não se acostumaram ao barulho estridente das máquinas, que são fortemente audíveis mesmo com o uso de protetores auriculares. Uma porta se abre, e atrás do veterinário estão centenas de carcaças de porcos mortos pendurados pela pata traseira, passando pela esteira. O tamanho do animal impressiona. O veterinário nos conta que ali são abatidos 2350 suínos por dia! Os funcionários agora são em sua grande maioria homens, muitos aparentemente se orgulham de sua função, e riem enquanto serram o abdômen do animal e retiram as vísceras. Neste setor a esteira anda mais lentamente, devido ao tamanho do animal e a menor quantidade de animais que estão sendo abatidos, quando comparado ao setor de aves. Há sangue por tudo.

 Para caminhar, temos que desviar das carcaças de 100 kg penduradas sobre nossas cabeças. Os funcionários realizam seu trabalho em etapas específicas da produção, uns arrancam a cabeça, enquanto outros em outra parte da sala removem os órgãos internos e outros ainda são responsáveis pela identificação de qual cabeça pertence a que corpo, através de um sistema de numeração para posterior inspeção de possíveis lesões que possam causar danos à saúde pública. Mais à frente vemos uma impressionante sequência de dezenas de porcos abatidos subindo de uma andar ao outro pelo sistema de esteiras. Somos convidados a ir até o andar de baixo onde ocorre a sangria. Para chegarmos lá temos que descer uma escada helicoidal estreita e escorregadia, devido à presença de gordura suína sob nossas botas. No meio desta escada existe uma espécie de calha por onde passam os animais mortos, ainda cheios de sangue. Nossa roupa está tapada de respingos de sangue.

 De repente a temperatura do ambiente muda e começamos a sentir um calor e um barulho atípicos do lugar. Olho então para frente e vejo a cena de uma carcaça pendurada por uma pata passar por uma espécie de jogo automatizado de chamas. Durante os poucos segundos que dura o processo, podemos ver as carcaças envoltas de uma labareda azul, e sentimos um forte cheiro de pêlo queimado. As labaredas são utilizadas para eliminar os resquícios de cerdas após a remoção dos pêlos, previamente removidos por um sistema de borrachas. Chegamos finalmente na sangria. Os gritos estrondosos dos animais deveriam fazer qualquer um perceber que não é possível existir bem-estar diante da banalização da morte. Ao invés disso, muitos riem cada vez que um suíno é grosseiramente empurrado por um funcionário, munido de uma vara capaz de disparar choques de baixa intensidade, em direção a uma espécie de escorregador totalmente fechado dos quatro lados. No fim do escorregador está um funcionário de aparência assustadora com uma barra com uma espécie de ‘U’ na ponta. O ‘U’ é encaixado na cabeça do animal e suas pontas ficam em contato com a região temporal do crânio, onde um choque de grande intensidade é disparado. O animal cai como uma pedra, gerando um barulho característico de seu corpo desabando sobre a esteira metálica. Muitos apresentam contrações involuntárias nas patas, e parecem estar dando coices. Com uma destreza impressionante o funcionário seguinte corta a garganta do animal. Através do orifício na traquéia jorram litros de sangue. O veterinário nos explica que neste momento o animal ainda não está morto, mas que “conforme as boas práticas de bem-estar animal, estes devem morrer dentro de no máximo seis minutos”, após ocorrer a total eliminação do sangue pelo bombeamento cardíaco. Na verdade, o real motivo para que não se aceite a morte do animal em tempo superior a este, é evitar que a carcaça fique PSE – ‘pale, soft, exsudative’, ‘pálida, friável, exsudativa’, pois este tipo de produto não apresenta a qualidade necessária exigida pelo mercado, e consequentemente há perda nos lucros.

 Somos levados até os currais onde podemos ver os suínos vivos serem empurrados para o escorregador. Eles estão em pânico, uns sobem sobre os outros, enquanto nos olham fixamente nos olhos com a real expressão do horror. Os gritos tornam-se cada vez mais altos e o funcionário os empurra com o bastão de choques. Mais atrás está outro funcionário com uma espécie de relho feito de sacos plásticos, e o desfere contra o lombo dos animais para estes andarem na direção da matança. O veterinário nos explica que o relho é feito deste material para não machucar os animais. Isto constituiria crueldade, algo condenável pelo ‘bem-estar animal’, valor muito importante dentro da empresa, e que poderia acarretar em lesões cutâneas, afetando negativamente o valor da carcaça.

 Por fim, podemos ver os currais de chegada, onde os caminhões descarregam diariamente os animais para o abate. É neste local que deve ser feita a inspeção ante-mortem pelo veterinário da inspetoria. De acordo com os preceitos da humanização da morte, todos aqueles animais que chegam com fraturas na pata e que não conseguem mais se locomover adequadamente devem ser removidos em separado e enviados para a matança imediata, isto é, devem ter o direito de ‘furar a fila’ a fim de que o seu sofrimento seja abreviado. O veterinário, com muito orgulho, faz questão de dizer que “o processo precisa ser feito”! E que já que é necessário, “é preciso fazê-lo com dignidade e respeito pelos animais”; Ele ainda afirma que na indústria é possível assegurar que estes animais não passam por sofrimento, e que o seu fim é muito menos cruel do que seria se fossem predados por um leão na natureza!

Neste momento, é difícil conter o riso diante da tortuosidade do raciocínio exposto. Em local algum do mundo teríamos mais de 2000 suínos sendo predados em cadeia por leões vorazes, sistematicamente, todos os dias. Ao que consta, leões não têm a capacidade de raciocínio semelhante a um humano. Eles não podem fazer escolhas, simplesmente porque não têm como refletir sobre as consequências dos próprios atos. Leões não planejam estrategicamente como irão matar suas presas a fim de terem lucro com isso, e tampouco consideram normal a condição de degradação de outros seres de sua própria espécie em prol da satisfação do luxo de outros poucos. Apenas o ser humano é capaz de ter estratégias para a exploração máxima de todos aqueles capazes de sofrer sem de fato considerar isso. Hoje, muito se fala sobre bem-estar animal, porém trata-se apenas de um modo mais refinado de justificar injustificáveis fins.

O bem-estar animal agrada a muitos, pois consegue suavizar o sofrimento e a culpa daqueles que sustentam a indústria da morte, e ajudam a aumentar os lucros através de medidas que teoricamente são adotadas para beneficiar os animais, mas que são norteadas pelo aumento da produtividade e qualidade do produto final. O limite do ‘bem-estar animal’ vai até onde o marketing e o lucro podem vislumbrar. É inacreditável que, para a grande maioria, ingenuamente, esse ainda seja visto como o caminho para o fim do sofrimento. O sofrimento animal apenas poderá ser reduzido quando criarmos coragem para defender o direito dos animais, através da abolição do consumo de seus corpos para a satisfação fugaz de nossos desejos egoístas.


Denise Terra é formanda em Medicina Veterinária


Fonte  

16 de jul. de 2010

Brendan Brazier - Atleta Vegano


Brendan Brazier - Triatleta Iroman. 
Vegano.


Brazier é um triatleta participante da famosa competição Iroman - que inclui provas de corrida, ciclismo e natação. Ele, que também é autor do livro "The Thrive Diet" e ganhador de um prêmio por sua linha de produtos nutricionais "Vega", declarou que seguir a dieta vegana é a melhor opção para atletas desenvolverem boa performance.

"Constatei que uma dieta somente a base de vegetais traz enormes benefícios para a performance, e aí comecei a participar profissionalmente de competições".

Canadense, Brazier foi eleito um dos 25 vegetarianos mais fascinantes pela VegNews Magazine, e um dos "40 abaixo dos 40[anos de idade]" mais influentes na indústria da alimentação saudável pela Natural Food Merchandiser.

"Todos os atletas de alto nível que conheço se alimentam de uma dieta basicamente de vegetais", declarou.
Brazier citou o colega Dave Zabriskie, um ciclista que participou do Tour de France e recentemente virou vegano para melhorar sua performance no esporte.


Tradução por: Dani Vasques

5 de jul. de 2010

Robert Cheeke - Fisiculturista vegano, palestrante motivacional e autor.

 
Robert Cheeke - Fisiculturista vegano, palestrante motivacional e autor.

Ele também é um ativista vegano e passa boa parte de seu tempo em turnê pelos Estados Unidos para palestras e promoções de seu livro - Vegan Bodybuilding & Fitness – The Complete Guide to Building Your Body on a Plant Based Diet (2010)

Robert é o co-fundador da C-VEG, um grupo Vegano de Corvallis (cidade onde nasceu nos EU
A), é membro do conselho para grupos sem fins lucrativos Organic Athlete e Northwest VEG em Portland, e fundador e presidente da Vegan Bodybuilding & Fitness.

Veja o vídeo de Cheeke:
http://youtu.be/3X7wz0B2lgU






23 de mai. de 2010

CACHORRO-QUENTE FAZ MAL AO CORAÇÃO, ALERTAM CIENTISTAS


Comer um cachorro-quente por dia aumenta em 42% os riscos de sofrer doenças cardiovasculares, segundo um estudo norte-americano publicado na última segunda-feira e que mostra os riscos cardíacos associados ao consumo de carnes e embutidos.

A pesquisa, da Faculdade de Medicina de Harvard, foi publicada no site do jornal "Circulation" e se baseia na análise de 1.600 estudos que observaram 1,218 milhão de pessoas em uma dezena de países.

Os resultados mostram que um consumo diário de 50 g de embutidos - como uma salsicha, rodelas de mortadela ou de bacon defumado - está associado a um risco 42% maior de desenvolver uma doença cardiovascular, assim como 19% mais chances de ter diabetes tipo 2.

As normas de vida saudável recomendam um limite no consumo de carne, mas, até agora, "estudos mostraram resultados gerais relacionando o consumo de carne e doenças cardiovasculares e diabetes", afirmou Renata Micha, a principal autora do estudo da Faculdade de Medicina de Harvard.

"A maioria dos estudos anteriores não considerou separadamente os efeitos na saúde do consumo de carne processada versus carne fresca", disse Renata Micha, que também é pesquisadora do Departamento de Epidemiologia da Escola de Harvard de Saúde Pública (HSPH).

Com o objetivo de diminuir ataques cardíacos e casos de diabetes, que têm aumentado devido ao crescimento da obesidade, seria melhor evitar carnes processadas como bacon, salames, salsichas e cachorros-quentes, destacou Renata Micha.

"Baseado em nossas descobertas, comer uma porção de carne processada ou menos por semana estaria associado a um risco relativamente pequeno", concluiu a pesquisadora.

Enquanto carnes frescas e processadas consumidas nos Estados Unidos contêm quantidades parecidas de gordura saturada e colesterol, pesquisadores descobriram que a carne processada "contém, em média, quatro vezes mais sódio e 50% mais conservantes a base de nitratos", explicou Renata Micha.
"Isso sugere que diferenças em sal e conservantes, mais que a gordura, podem explicar o maior risco de doenças cardiovasculares e de diabetes no consumo de carne processada".

Embutidos têm o dobro de gordura da carne in natura.

Os malefícios dos chamados embutidos nunca foram desconhecidos - esse tipo de alimento costuma ter, pelo menos, o dobro de gordura saturada quando comparados às carnes in natura. Apesar disso, eles são consumidos em várias partes do mundo porque são considerados extremamente saborosos.

Em uma alimentação saudável, o consumo de embutidos e de receitas que os contenham como ingrediente principal deve limitar-se a uma vez por semana, diz a nutricionista. Na presença de alterações lipídicas, no entanto, como o excesso de colesterol no sangue, o melhor é restringir totalmente os embutidos tradicionais e, no caso dos produtos à base de aves, utilizá-los apenas uma vez por quinzena.



Fonte: Diabete Net

20 de mar. de 2010

Empresas que NÃO Testam em Animais

     Empresas que NÃO Testam em Animais


Abaixo estão listadas as empresas que não testam em animais, a pesquisa é realizada pela PETA e PEA que são organizações de defesa dos animais.

O consumidor vegano no entanto deve estar atento para o fato de que uma empresa que não testa seus produtos em animais, poderá no entanto estar usando insumos de origem animal nos mesmos. O caso clássico é o sabonete que geralmente é feito de sebo de bovinos.

Acoselhamos aos cosumidores veganos a lerem com atenção embalagens e rótulos em busca de pistas sobre os insumos usados na fabricação de determinado produto. Nós do Guia Vegano estaremos sempre tentando atualizar e clarificar estas tabelas para melhor auxilia-lo em sua compra.
EMPRESAS

Empresas que NÃO Testam em Animais - Atualizado em 28/04/12

Esta lista informa se a empresa Não Testa em Animais, não considerando a composição dos produtos.

Se a empresa que você procura NÃO está na lista é porque nós não temos conhecimento em relação à realização dos testes.

Todas empresas Nacionais, que estão nesta lista, informaram-nos via documento, que não realizam testes com animais.

Para que a empresa Nacional seja divulgada na lista da PEA de empresas que não testam em animais é necessário que ela encaminhe para nós um documento atestando não testar em animais. O documento está disponível Aqui e deve ser assinado por um representante legal. Esse compromisso formal, analisado sob a legislação brasileira, garante um certo conforto de que as empresas declarantes realmente não testam em animais. Uma declaração desse tipo, se fosse falsa, poderia gerar muitos transtornos para a empresa, respondendo inclusive por crimes contra o consumidor, propaganda enganosa etc.

As empresas Internacionais, que constam nesta lista, foram investigadas pela Peta.

EMPRESAS



Abelha Rainha (cosméticos)
Marcas: Abelha Rainha
Acquaflora (cosméticos)
Marcas: Acquaflora
Adcos (cosméticos)
Marcas: Adcos
Afro Nature (cosméticos e tintura)
Marcas: Afro Nature, Keraseal, Nature Color, PHC, Semi di Lino, Top Fruit
Ag Fragrâncias (cosméticos)
Marcas: Ag
Água de Cheiro (cosméticos)
Marcas: Água de Cheiro
Akla (cosméticos)
Marcas: Pele Macia, Sliven
Allumé/Sunshine (cosméticos)
Marcas: Sunshine
All Vida (cosméticos)
Marcas: All Vida
Amend (cosméticos)
Marcas: Amend
Anaconda (cosméticos)
Marcas: Anaconda
Anantha (cosméticos)
Marcas: Anantha
Antídoto (cosméticos)
Marcas: Antídoto
Arte dos Aromas (cosméticos) new
Marcas: Arte dos Aromas
Atelier do Banho (cosméticos)
Marcas: Atelier do Banho
Atol (produtos de limpeza)
Marcas: Atol
Avora (cosméticos)
Marcas: Avora
Bel Col (cosméticos) new
Marcas: Bel col
Bioderm (cosméticos)
Marcas: Bioderm
Bio Extratus (cosméticos)
Marcas: Bio Extratus
Bio Manthus (cosméticos)
Marcas: Bio Manthus
Bionatus (medicamentos e alimentos)
Marcas: Bionatus
Búfalo (produtos de limpeza)
Marcas: Búfalo, Jet, Bull, Pinho Jet, Soft
BuonaVita (cosméticos)
Marcas: Buonavita
Bonyplus (tintura)
Marcas: Beauty Color, Bio Shine, Bony Girls, Fructals, Power Colors
Cadiveu (cosméticos)
Marcas: Cadiveu
Cassiopéia (cosmético, produto de limpeza e suco)
Marcas: Auxi, Bio Wash e Veraloe
Class (cosméticos e tintura)
Marcas: Bigen, Care Liss, Charming, Essenza e Lightner
Clorofitum (cosméticos)
Marcas: Clorofitum
Coferly (cosméticos e tintura)
Marcas: Santantonio, Soavi Capelli
Condor (higiene oral, vassouras, rodos, esponjas)
Marcas: Condor
Contém 1g (cosméticos)
Marcas: Contém 1g
Contente (higiene oral)
Marcas: Contente
Copra (alimentícia)
Marcas: Copra
Cosmética (higiene oral, cosmético)
Marcas: Cosmética
Cosinter (cosméticos)
Marcas: Red Aple, Maxi Belle, Maxi Trat
Dahuer (cosméticos) new
Marcas: Anasol, OneDay, Aliviosol, Kalasol, Zaz
Davene (cosméticos)
Marcas: Davene, Sun Block
Driss (cosméticos)
Marcas: Driss, Empório Bothânico
Dr. Tozzi (cosméticos)
Marcas: Dr. Tozzi
Ecologie (cosméticos)
Marcas: Ecologie
Éh Cosméticos (cosméticos)
Marcas: Éh
Embelleze (cosméticos)
Marcas: Afro Hair, Amaci Hair, Fleury, Frizzy Hair, Hair Life, Hannaya, Henê, Idealist, Indian Hair, Lisa Hair, Maxton,  Natucor, Novex, Selise, Sempre Bella, Stillus, Super Relax, Toin, Urban Hair, Yes Color, Young Hair
Essence de La Vie (cosméticos)
Marcas: Essence
Esthetic (cosméticos)
Marcas: Belladonna, Esthetic
Marcas: Extrato da Amazônia
Extratophlora (cosméticos)
Marcas: Extratophlora 


 
Farmaervas (cosméticos)
Marcas: Farmaervas, Celulan, Toltal Block, Tracta
Florestas (cosméticos)
Marcas: Florestas
Fri Dog (ração vegetariana para cães)
Marcas: Fri Dog
Gotas Verdes (cosméticos)
Marcas: Gotas Verdes
Granado (cosméticos, bebês, pets)
Marcas: Granado
Guabi (ração para cães e gatos)
Marcas: Biriba, Faro, Fiel, Herói, Natural, Sabor e Vida, Cat Meal, Top Cat, Limpi Cat
Impala (cosméticos)
Marcas: Impala
Jeune Fleur (cosméticos)
Marcas: Felicce
Jequiti (cosméticos) new
Marcas: Jequiti
Marcas: Kloss
Korai (cosméticos)
Marcas: Korai
Lavalma (cosméticos)
Marcas: Lavalma
L’aqua di Fiori (cosméticos)
Marcas: L’aqua di Fiori
Leite de Rosas (cosméticos)
Marcas: Leite de Rosas
Ludovig (depilação)
Marcas: Depilsam, Évora, Depi Linea
Mahogany (cosméticos)
Marcas: Amyr Klink, Mahogany, Lyoplant, Kevin Nickols
Mairibel (cosméticos)
Marcas: Mairibel
Max Love (cosméticos)
Marcas: Max Love
Multi Vegetal (cosméticos)
Marcas: Multi Vegetal
Nasha (cosméticos)
Marcas: Elke, Giovanna Baby, Phytoervas
Natura (cosméticos)
Marcas: Natura
Natustrato (cosméticos)
Marcas: Natustrato
Nazca (cosméticos e tintura)
Marcas: Acqua Kids, Maxi Color, Maxi Liss, Origem, Plusline, Ravor, Sphere
Niasi (cosméticos e tintura)
Marcas: Biocolor, Biorene, Risqué
O Boticário (cosméticos)
Marcas: O Boticário
OX (cosméticos)
Marcas: Ox
Prolev (suplementos, redução de peso, energizante)
Marcas: Guaraná, Levedura, New Diet, Sust´Up
Rahda (cosméticos, suplementos, higiene oral e pessoal)
Marcas: Rahda
Racco (cosméticos)
Marcas: Racco
Reserva Folio (cosméticos)
Marcas: Reserva Folio
Sabão Mauá (produtos de limpeza)
Marcas: Carícia, Fúria, Landa, Liptol, Mazal
Sensória (cosméticos)
Marcas: Sensória
Shizen (cosméticos)
Marcas: Lightner, Traty, Essenza, Charming
Sther (cosméticos)
Marcas: Loryz, Maxsther, O2, Suavity
Surya Henna (cosméticos naturais e orgânicos)
Marcas: Surya Henna, Orgânica de Frutas, Amazônia Preciosa, Sapien
Terractiva (cosméticos)
Marcas: Terractiva
Unisoap (cosméticos)
Marcas: Francis
Valmari (cosméticos)
Marcas: Valmari
Vita-a (cosméticos e tintura)
Marcas: Fio & Ton, Guanidina, Keraflex, Nippon, Omega Plus, Texture, Vita-a
Vita Derm (cosméticos e tintura)
Marcas: Vita Derm

Vitalabor (cosméticos e tintura)
Marcas: Belofio e Bio touch
Vult (cosméticos)
Marcas: Vult
Yamá (cosméticos e tintura)
Marcas: Depil Mist, Fragê, Yamá, Yamafix, Yamasterol
Ypê (produtos de limpeza)
Marcas: Holos, Ypê, Tixan
Weleda do Brasil (cosméticos)
Marcas: Weleda

Fonte:
PEA - Projeto Esperança Animal
http://www.pea.org.br/